nº 030
04 de Agosto de 2007

Eclipse Total da Lua

28 de Agosto de 2007

     
Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira
 

Os eclipses da Lua ocorrem toda vez que o nosso satélite penetra no cone de sombra projetado pela Terra no espaço. Estando, portanto, do lado oposto ao Sol, os eclipses lunares só podem ter lugar quando a Lua passa pela fase de cheia.


Fig. 1 - Esquema geral de ocorrência dos eclipses lunares.

 

Iluminada pelo Sol, a Terra projeta no espaço dois cones: um de sombra e um de penumbra. Em seu movimento orbital ao redor da Terra, em certas ocasiões, a Lua penetra no cone de penumbra e temos o chamado eclipse penumbral, muito dificil de ser observado, uma vez que a atenuação do brilho lunar é quase imperceptível. Em determinadas condições a Lua pode atravessar parcial ou totalmente o cone de sombra, ocorrendo aí, o ECLIPSE LUNAR propriamente dito.

No final da madrugada de 28 de Agosto poderemos observar ( se as condições meteorológicas permitirem ) as fases iniciais de um ECLIPSE TOTAL DA LUA, cujas etapas ocorrerão nos horários relacionados na tabela adiante. Os horários foram calculados pelo método clássico, com aumento de 2% no raio angular aparente da sombra e da penumbra e pelo método de Danjon introduzindo-se correções no valor da paralaxe lunar.

Os horários das ocorrências das diversas fases, relacionados na Tabela 1, valem para o fuso -3h ( ou 3h oeste ). Para as localidades situadas nos fusos (-4h) e (-5h), subtrair respectivamente 1h e 2h dos horários indicados ( Veja Fusos Horários do Brasil ). Assim, por exemplo, em Manaus-AM, situada no fuso (-4h), o meio do eclipse ocorre às 06h 37m e em Rio Branco-AC, a saída da Lua da sombra ( U4 ) se dará às 07h 24m.

 
Face ao fato que o eclipse ocorre com a Lua próxima ao horizonte oeste, nem todas as localidades poderão acompanhar o fenômeno em todas as suas fases. Por isso, visando a facilitar os observadores, foram calculados os horários das fases relacionadas à sombra e a posição da Lua em relação ao horizonte para 48 cidades brasileiras ( Veja a tabela 3 adiante ). As localidades situadas no oeste brasileiro poderão acompanhar melhor o fenômeno, embora não completamente.
 
 
TABELA 1 - HORÁRIOS DAS OCORRÊNCIAS DAS DIVERSAS FASES
 
FASES
F
DATA
CLÁSSICO
DANJON
1
Entrada da Lua na penumbra
P1
28.08.2007
04h 52m
04h 53m
2
Entrada da Lua na sombra
U1
28.08.2007
05h 51m
05h 51m
3
Início do eclipse total
U2
28.08.2007
06h 52m
06h 52m
4
Meio do eclipse
M
28.08.2007
07h 37m
07h 37m
5
Fim do eclipse total
U3
28.08.2007
08h 23m
08h 22m
6
Saida da Lua da sombra
U4
28.08.2007
09h 24m
09h 23m
7
Saida da Lua da penumbra
P4
28.08.2007
10h 22m
10h 21m
8
LUA CHEIA
LC
28.08.2007
07h 35m
 
 
TABELA 2 - OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE O ECLIPSE
 
   
CLÁSSICO
DANJON
Duração do eclipse total
U3 - U2
01h 31m
01h 30m
Duração do eclipse pela sombra
U4 - U1
03h 33m
03h 32m
Duração total do eclipse
P4 - P1
05h 30m
05h 28m
Grandeza do eclipse pela sombra
g
1,482
1,476
 
 
O diagrama seguinte representa um corte da região da penumbra e da sombra projetadas pela Terra, na posição correspondente à distância da Lua, ilustrando as diversas fases do fenômeno que poderá observado. A Lua permanecerá totalmente imersa na sombra da Terra ( intervalo U3-U2 ) durante 01 hora e 31 minutos, cerca de 16 minutos a menos do que a máxima duração possível para esse tipo de fenômeno que é de 1h 47min.

Fig. 2 - As diversas etapas do eclipse total da Lua de 28 de agosto de 2007.

 
 
Na tabela 3 estão as informações necessárias para a observação do eclipse em 48 cidades brasileiras. As colunas contém as seguintes informações: O é instante do ocaso da Lua em tempo local; U1, U2 e M têm o significado já explicado anteriormente e ilustrado na figura 2; h e Az são respectivamente a altura e o azimute da Lua nos instantes correspondentes a U1, U2 e M. A indicação " --- " significa que a fase em questão ocorre, naquela localidade, com a Lua abaixo do horizonte.
 
Para um observador em Rio Branco-AC, por exemplo, no instante do início da totalidade (U2), a Lua estará com 11º de altura e 262º de azimute ( contado a partir do ponto cardeal norte no sentido norte - leste - sul - oeste ). Se o leitor não está familiarizado com as coordenadas astronômicas, clique no link adiante para um resumo sobre o Sistema Horizontal de Coordenadas.
 
 
TABELA 3 - EFEMÉRIDES LOCAIS PARA O ECLIPSE
 

 LOCAIS
 
O
U1
h
Az
U2
h
Az
M
h
Az

Aracajú-SE
05:33
05:51
---
-----
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Baurú-SP
06:32
05:51
08º
263º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Belo Horizonte-MG
06:09
05:51
04º
260º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Belém-PA
06:13
05:51
05º
260º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Blumenau-SC
06:36
05:51
09º
263º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
 
Boa Vista-RR
06:01
04:51
16º
25
05:52
02º
260º
06:37
---
-----
Brasília-DF
06:22
05:51
07º
261º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Campina Grande-PB
05:26
05:51
---
-----
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Campinas-SP
06:24
05:51
07º
262º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Campo Grande-MS
05:56
04:51
14º
264º
05:52
01º
259º
06:37
---
-----
 
Corumbá-MS
06:05
04:51
16º
264º
05:52
02º
260º
06:37
---
-----
Cuiabá-MT
05:56
04:51
14º
263º
05:52
01º
260º
06:37
---
-----
Curitiba-PR
06:36
05:51
09º
263º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Dourados-MS
05:56
04:51
14º
265º
05:52
01º
260º
06:37
---
-----
Feira de Santana-BA
05:42
05:51
---
-----
06:52
---
-----
07:37
---
-----
 
Florianópolis-SC
06:35
05:51
09º
263º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Fortaleza-CE
05:34
05:51
---
-----
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Goiânia-GO
06:28
05:51
08º
262º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Itajubá-MG
06:17
05:51
05º
261º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Joinville-SC
06:35
05:51
09º
263º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
 
João Pessoa-PB
05:21
05:51
---
-----
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Londrina-PR
06:42
05:51
11º
263º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Lorena-SP
06:16
05:51
05º
261º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Macapá-AP  
06:23
 
05:51
 
07º
 
260º
 
06:52
 
---
 
-----
 
07:37
 
---
 
-----
Maceió-AL
05:27
05:51
---
-----
06:52
---
-----
07:37
---
-----
 
Manaus-AM
06:02
04:51
16º
260º
05:52
02º
260º
06:37
---
-----
Maringá-PR
06:45
05:51
11º
264º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Natal-RN
05:22
05:51
---
-----
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Palmas-TO
06:19
05:51
06º
261º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Petrópolis-RJ
06:08
05:51
03º
260º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
                                         
Piracicaba-SP
06:27
05:51
07º
262º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Porto Acre-AC
05:38
03:51
25º
263º
04:52
10º
261º
05:37
00º
260º
Porto Alegre-RS
06:48
05:51
11º
265º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Porto Velho-RO
06:23
04:51
21º
262º
05:52
07º
261º
06:37
---
-----
Recife-PE
05:22
05:51
---
-----
06:52
---
-----
07:37
---
-----
                                         
Ribeirão Preto-SP
06:26
05:51
07º
262º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Rio Branco-AC
05:40
03:51
25º
263º
04:52
11º
262º
05:37
00º
260º
Rio de Janeiro-RJ
06:08
05:51
03º
260º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Salvador-BA
05:41
05:51
---
-----
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Santa Maria-RS
06:58
05:51
13º
266º
06:52
01º
259º
07:37
---
-----
                                         
Santos-SP
06:22
05:51
06º
262º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Sorocaba-SP
06:27
05:51
07º
262º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
S. José do Rio Preto-SP
06:32
05:51
09º
262º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
S. José dos Campos-SP
06:20
05:51
06º
261º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
São Luis-MA
05:57
05:51
01º
260º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
                                         
São Paulo-SP
06:23
05:51
06º
262º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Teresina-PI
05:53
05:51
00º
260º
06:52
---
-----
07:37
---
-----
Vitória-ES
05:55
05:51
00º
259º
06:52
---
-----
07:37
---
-----

 
 
VISIBILIDADE DA LUA DURANTE O ECLIPSE
 

Embora sendo um astro iluminado pelo Sol e estando imersa na sombra da Terra, a Lua não se tornará invisível. É que uma parte dos raios solares que atravessa a atmosfera terrestre sofre desvio ( refração ), penetra no cone de sombra e atinge o disco lunar permitindo sua percepção. As condições atmosféricas da Terra, no momento do eclipse, determinam a coloração da Lua no instante da totalidade. Em muitas ocasiões, a Lua se apresenta com uma coloração alaranjada, em outras avermelhada e, em alguns eclipses, com um tom marrom escuro, quando na atmosfera existem grandes quantidades de partículas geradas, principalmente, pelas erupções vulcânicas.

 
Fig. 3 - Espalhamento e refração da luz solar pela atmosfera terrestre.
 
A luz solar é composta por radiações de várias cores (várias freqüências). Quando a luz do Sol atinge a atmosfera, atravessando-a de forma razante como na figura acima, as moléculas do ar produzem o espalhamento da luz azul em todas as direções. As radiações de maior comprimento de onda ( alaranjada e vermelha ) são desviadas para dentro do cone de sombra, dando essas tonalidades à Lua à medida que o eclipse se desenvolve. A imagem ao lado ilustra a coloração da Lua durante o eclipse total de 20 de janeiro de 2000. Foto divulgada pela NASA em 02.Fev.2000.
   
 
 
Fig. 4 - Aspectos da Lua na fase central de um eclipse. Fotos de Stephen Barnes - 20.Jan.2000
 
 
A OBSERVAÇÃO DO ECLIPSE
 

O eclipse poderá ser observado a olho nu ou com o auxílio de binóculos, lunetas ou telescópios, uma vez que este fenômeno não traz quaisquer prejuízos à visão, ao contrário do que ocorre com os eclipses solares. O amador em astronomia que disponha de um pequeno instrumento para a observação poderá acompanhá-lo cronometrando os instantes das diversas fases, assim como a passagem da sombra pelas inúmeras crateras, mares e montanhas lunares.

Durante o eclipse, a Lua estará localizada na constelação de Aquarius ( o Aquário ). A borda noroeste do disco lunar estará, no meio do eclipse, muito próxima ao centro da sombra ( veja a figura 2 ). Desta forma, diferentes regiões da Lua estarão em diferentes partes da sombra e poderemos notar diferenças no brilho e na coloração do disco lunar. O limbo sudeste, mais distante do centro da sombra, se apresentará ligeiramente mais claro que o limbo noroeste.

 
 
IMPORTÂNCIA DOS ECLIPSES LUNARES
 

Do ponto de vista científico os eclipses lunares têm menor importância que os eclipses solares. Mesmo assim, há observações e medidas que permitem melhorar o conhecimento científico. Por exemplo: a observação da Lua na faixa do infra-vermelho, durante a sua entrada na sombra da Terra e no período em que ela se encontra mergulhada no interior do cone de sombra terrestre, oferece material científico para se estudar as variações das temperaturas na superfície lunar à medida que nosso satélite é obscurecido.

As observações das diversas fases do eclipse lunar e a cronometragem dos instantes em que a sombra da Terra passa por algumas crateras lunares, permitem, pela comparação entre os instantes observados e os previstos, melhorar o nosso conhecimento sobre o movimento orbital da Lua, sobre o movimento de rotação da Terra e aprimorar os métodos de cálculo e as teorias de previsão dos eclipses.

Dois procedimentos são utilizados para o cálculo dos horários das diversas fases de um eclipse lunar: o chamado método clássico que considera os raios aparentes da sombra e da penumbra aumentados em 2% para dar conta dos efeitos da atmosfera terrestre e o método devido ao astrônomo francês André Danjon que utiliza um valor aumentado da paralaxe lunar para dar conta dos efeitos citados. No primeiro procedimento os tamanhos da sombra e da penumbra são aumentados na mesma proporção enquanto que no segundo método os aumentos são desiguais, o que provoca alteração nos instantes previstos pelos dois métodos.

A observação e a cronometragem cuidadosas dos instantes em que a sombra da Terra passa por algumas crateras lunares permitem acumular dados para que se possa calcular o aumento de tamanho da sombra terrestre e decidir qual dos dois procedimentos oferece os melhores resultados no cálculo da previsão.

São necessários para isso, além de um pequeno telescópio ou um binóculo, um relógio aferido e um mapa da superfície lunar para que possam ser identificadas as crateras. A tabela adiante fornece os instantes previstos para a passagem da sombra terrestre em algumas crateras de grande tamanho. Os instantes foram calculados pelo astrônomo norte-americano Fred Espenak, da NASA.

Ao alcance do amador em Astronomia está, também, a determinação do chamado Número de Danjon, que indica o grau de obscurecimento e a coloração da Lua no instante central do eclipse.

 
 
TABELA 4 - PASSAGEM DA SOMBRA TERRESTRE
POR ALGUMAS CRATERAS DA LUA
 
Horários em Tempo Legal do Distrito Federal ( TDF )
 
IMERSÃO
CRATERA
EMERSÃO
CRATERA
05:58
Grimaldi
08:26
Grimaldi
05:59
Aristarchus
08:31
Billy
06:04
Kepler
08:36
Aristarchus
06:05
Billy
08:38
Kepler
06:10
Pytheas
08:39
Campanus
06:11
Copernicus
08:45
Tycho
06:12
Timocharis
08:47
Copernicus
06:13
Plato
08:47
Pytheas
06:18
Campanus
08:51
Timocharis
06:22
Aristoteles
08:53
Plato
06:22
Eudoxus
09:01
Aristoteles
06:24
Manilius
09:01
Manilius
06:27
Menelaus
09:02
Eudoxus
06:30
Tycho
09:05
Menelaus
06:30
Dionysius
09:05
Dionysius
06:31
Plinius
09:08
Plinius
06:39
Proclus
09:15
Goclenius
06:41
Taruntius
09:17
Proclus
06:44
Goclenius
09:17
Taruntius
06:48
Langrenus
09:20
Langrenus
 
 
OUTRAS INFORMAÇÕES TÉCNICAS SOBRE O ECLIPSE
 

Série: O eclipse total da Lua de 28 de agosto de 2007 é a repetição, após um período de Saros, do eclipse total ocorrido em 17 de agosto de 1989. Ambos fazem parte da Série de Saros de Eclipses Lunares nº 128, que se desenvolve em torno do nodo ascendente da órbita lunar e que teve início com o eclipse penumbral ocorrido em 18 de junho de 1304 e que se encerrará com o eclipse penumbral de 02 de agosto de 2566. A série em questão terá, portanto, a duração de 1.262 anos. O presente eclipse é o 40º da série composta por 71 eclipses ( incluíndo os penumbrais e umbrais parciais e totais ).

Ponto Sub-lunar: No instante do meio do eclipse a Lua estará no zênite dos observadores situados na Polinésia Francesa.

 

TABELA 5 - COORDENADAS E GRANDEZAS GEOMÉTRICAS NO MEIO DO ECLIPSE
 
1 Ascensão Reta do centro da sombra
22h 26m 26,85s
2 Declinação do centro da sombra
- 09° 45' 56,72"
3 Ascensão Reta do centro da Lua
22h 26m 50,45s
4 Declinação do centro da Lua
- 09° 57' 18,70"
5 Diâmetro aparente da Lua
32,42'
6 Diâmetro aparente da sombra
1º 28,80'
7 Diâmetro aparente da penumbra
2º 32,13'
 
 
TABELA 6 - OS PRÓXIMOS ECLIPSES DA LUA
 
DATA *
TIPO
VISIBILIDADE NO BRASIL
01
2008.FEV.21
Total
Visível em todo o território brasileiro.
02
2008.AGO.16
Parcial
Somente as fases finais serão visíveis no Brasil.
03
2009.FEV.09
Penumbral
Invisível no Brasil.
04
2009.JUL.07
Penumbral
Invisível no Brasil.
05
2009.AGO.05
Penumbral
Observável em todo o território brasileiro.
06
2009.DEZ.31
Parcial
Invisível no Brasil.
07
2010.JUN.26
Parcial
Invisível no Brasil.
08
2010.DEZ.21
Total
As fases finais serão invisíveis no Brasil.
09
2011.JUN.15
Total
Somente as fases finais serão visíveis no Brasil.
10
2011.DEZ.10
Total
Invisível no Brasil.

* As datas referem-se ao instante do meio do eclipse em tempo legal do fuso -3h ( Tempo Legal do Distrito Federal - TDF ).

 

 
 
URANOMETRIA NOVA - Produção, autores e contatos

Irineu Gomes Varella

Astrônomo. Diretor do Planetário e da
Escola Municipal de Astrofísica de São Paulo,
no período de 1980 a 2002.

Priscila D. C. F. de Oliveira

Coordenadora do Centro de Documentação Técnica e Científica em Astronomia do Planetário e E. M. de Astrofísica de S Paulo.

Web Designer: Irineu Gomes Varella

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