Lendas do Zodíaco
  Priscila Di Cianni Ferraz de Oliveira
   
  Um pouco sobre a história do Zodíaco
   
O zodíaco é uma faixa do céu limitada por dois paralelos de latitude celeste: um a 8° ao norte e o outro a 8° ao sul da Eclíptica ( círculo máximo da Esfera Celeste que representa o movimento aparente anual do Sol ) por onde se deslocam o Sol, a Lua e os planetas ( exceto Plutão que nem sempre está nessa faixa ).

Como é do conhecimento geral, a Terra, no intervalo de tempo de um ano, realiza uma translação ao redor do Sol. Se fosse possível observar o Sol juntamente com as estrelas, notaríamos, como reflexo da translação terrestre, o seu deslocamento pelas constelações zodiacais ( Fig. 1 ).

 
   
Fig. 1 - O movimento anual aparente do Sol pelas constelações zodiacais.
   

Como isso não pode ser observado diretamente, ao longo dos doze meses do ano, observamos o ponto do céu oposto ao Sol e notaremos o seu lento deslocamento por 13 constelações: Pisces (Peixes), Aries (Carneiro), Taurus (Touro), Gemini (Gêmeos), Cancer (Caranguejo), Leo (Leão), Virgo (Virgem), Libra (Balança), Scorpius (Escorpião), Ophiuchus (Serpentário), Sagittarius (Arqueiro), Capricornus (Capricórnio) e Aquarius (Aguadeiro). O período e o tempo de permanência do Sol em cada uma das constelações zodiacais encontram-se nas páginas de suas respectivas lendas.

Na faixa zodiacal, com 16° de largura acima definida, encontram-se inúmeras constelações ( 24 no total ). Algumas estão totalmente inclusas, como as 13 atravessadas pelo Sol e outras estão parcialmente inseridas nessa faixa.

A faixa zodiacal teve importância para quase todos os povos da antigüidade pela presença dos astros que se movimentavam no céu, em especial do Sol, cuja posição determinava o início e o transcurso das estações do ano.

   
 

Não é provável que as constelações zodiacais tenham permanecido inalteradas por milênios. A faixa zodiacal, como antes observado, tem sua importância por ser nela que os planetas "passeiam", mas as configurações das constelações certamente variaram de povo para povo. A concepção adotada nos dias de hoje, é a concepção grega do zodíaco.

Os povos antigos observaram as estrelas com o intuito de determinar as estações do ano e tudo leva a crer que, ao acompanhar o movimento das estrelas, perceberam a existência de astros errantes (significado da palavra planeta).


Os caldeus, povo que ocupou a Mesopotâmia no período de 612 a. C. até a invasão persa em 539 a. C., atribuíam aos planetas eflúvios positivos ou negativos para o rei, conforme suas posições na esfera celeste. É bom lembrar que os reis babilônicos deveriam representar a harmonia das esferas celestes. A principal obrigação de um monarca era reproduzir a ordem da natureza. Assim, os magos caldeus faziam previsões e aconselhavam ao rei como deveria driblar as situações adversas marcadas no céu na época de seu nascimento. Com o passar do tempo, essa prática estendeu-se aos nobres e depois ao povo, dando origem a astrologia.

Cada povo dividiu arbitrariamente o percurso de 360° do Sol em um certo número de partes ( ou estações ) e a Astronomia moderna reconhece as constelações zodiacais advindas da cultura greco-romana e oficializadas pela União Astronômica Internacional em 1930.

Os gregos antigos, em especial, e os romanos absorvendo grande parte de sua cultura, atribuiam aos conjuntos de estrelas situados na região do zodíaco, histórias e lendas associadas com os feitos de seus heróis, deuses e semi-deuses.

Nas páginas abaixo estão descritas as versões mais conhecidas das lendas greco-romanas para as treze constelações zodiacais.

     
Pisces
Aries
Taurus
Gemini
Cancer
Leo
Virgo
Libra
Scorpius
Ophiuchus
Sagittarius
Capricornus
Aquarius

   
 
 

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